Especialidades - Enfermagem

Enfermagem


Os enfermeiros da Clinic Almamarceaux tem especializações especificas para cada área, Enfermagem Geral e Enfermagem voltada para MEDICINA ESTÉTICA. Podendo desta forma realizar eficientemente as funções especificas das nossas clínicas, permitindo assim aos nossos pacientes respostas holísticas e mais abrangentes às suas necessidades.

Enfermagem – O que é

O profissional de Enfermagem corresponde à imagem que a sociedade tem dele, de alguém preparado exclusivamente para cuidar de pacientes?
Pois bem, Enfermagem é a arte de cuidar e também é uma ciência cuja essência e especificidade é o cuidado ao ser humano, individualmente, na família ou em comunidade de modo integral ou holístico, desenvolvendo de forma autónoma ou em equipa, prevenção e recuperação da saúde.
O enfermeiro desenvolve atividades técnico-científicas da enfermagem nas áreas de Assistência, Administração, Ensino e Pesquisa, no âmbito sócio-político e cultural, para a satisfação das necessidades humanas básicas com intervenções sistematizadas de amplo alcance, nos níveis de atenção primária, secundária e terciária nas diversas fases do ciclo evolutivo da vida, respeitando os princípios éticos que norteiam a profissão.
Dentro da Enfermagem, encontramos o Auxiliar de Enfermagem (nível fundamental) e o Técnico de Enfermagem (nível médio) ambos confundidos com o enfermeiro, entretanto com funções distintas, possuindo qualificações específicas.

Enfermagem, em uma perspectiva recente, tem sido alvo de várias tentativas de definição, com os objetivos de poder articular, de forma clara, os papéis e funções do profissional de enfermagem. Apesar da evolução das definições de Enfermagem, não existe, no entanto, uma só definição universalmente aceita.

Das definições clássicas de enfermagem, destacamos a definição formulada por Virginia Henderson (1966), que descreve a função da enfermagem como: “ajudar o indivíduo, saudável ou doente, na execução das atividades que contribuem para conservar a sua saúde ou a sua recuperação, de tal maneira, devendo desempenhar esta função no sentido de tornar o indivíduo o mais independente possível, ou seja, a alcançar a sua anterior independência”.

Segundo esta perspectiva, o enfermeiro deve ajudar o doente na satisfação das suas necessidades, apelando para o autocuidado e, em caso algum, substituir a pessoa nas atividades que ela possa realizar por si. De salientar que o modelo de Henderson ainda hoje exerce enorme influência, tanto no contexto da disciplina de Enfermagem, como no exercício da profissão.

A revisão da literatura, depois da definição postulada por Henderson, revela um grande número de tentativas para definir com maior exatidão a profissão de Enfermagem, algumas das quais passamos a descrever.

Yura e Cols. (1976) definem a enfermagem do seguinte modo: “Enfermagem é, no essencial, o encontro do enfermeiro com um doente e sua família, durante o qual o enfermeiro observa, ajuda, comunica, entende e ensina; além disso, contribui para a conservação de um estado ótimo de saúde e proporciona cuidados durante a doença até que o doente seja capaz de assumir a responsabilidade inerente à plena satisfação das suas necessidades básicas; por outro lado, quando é necessário, proporciona ao doente em estado terminal ajuda compreensiva e bondosa”.

Para Boore (1981), a competência fundamental da enfermagem é, “Ajudar os indivíduos e grupos a funcionar de forma mais ótima, em qualquer estado de saúde em que se encontrem”. Ainda segundo este autor, a enfermagem inclui as funções de cuidar na saúde e na doença, na sua máxima extensão, desde a concepção até a morte. Este modelo contempla, assim, a importância dos fatores psicossomáticos e psicossociais da vida, que afetam a saúde e a doença.

Nesse sentido, o objetivo da enfermagem será, pois, a promoção, conservação e restabelecimento da saúde, dando especial atenção aos fatores biológicos, psicológicos e socioculturais, e com absoluto respeito pelas necessidades e direitos da pessoa a quem se presta esse tipo de serviço (Brunner, 1983).

Salienta-se ainda que, ser Profissional de Enfermagem implica, além do conhecimento de uma série de técnicas e habilidades, a apreensão das necessidades psicológicas da pessoa saudável ou doente. Para tal, o enfermeiro deve possuir uma elevada capacidade empática, no sentido de saber colocar-se no lugar do outro, estando, ao mesmo tempo, consciente de que as utilizações de estratégias psicológicas, no ambiente hospitalar, resultam não só em benefício para a pessoa doente, mas também para si próprio (Zurriaga, et al.,1995).